Caso Gabryelle Alves: A busca por Justiça continua

Gabryelle Alves
Fonte: Página Justiça por Gabryelle Alves
Por Martha Ysis

Após um julgamento que durou 31 horas, na última sexta-feira, dia 1º de novembro, o funcionário público da Universidade Federal da Paraíba, Thiago Pereira Fernandes foi condenado a 17 anos de prisão, numa sessão do Tribunal do Júri de Campina do Tribunal de Justiça da Paraíba. Entretanto, ele terá o direito de recorrer da sentença em liberdade e só deverá iniciar o cumprimento da pena após uma série de recursos a serem esgotados.
 Nós do FFDH acompanhamos esse caso, e quando Thiago foi posto em liberdade Michelle Sabrina, irmã da vítima, fez um podcast narrando como foi passar por essa perda e também a revolta de ver o algoz de Gabryelle livre. Embora Thiago tenha
saído do julgamento que o condenou pelo assassinato de sua companheira, a família comemorou.
Foi reconhecido pelos jurados ali presentes o que quem teve qualquer contato com os autos do processo já sabia: Gabryelle não se suicidou e era preciso que se fizesse justiça.
Familiares no dia do julgamento
Sobre a sessão em si, mereceu destaque o depoimento da perita que realizou a necropsia, Pâmela Pacheco. Ao ser inquirida por sua idade, experiência dentre outros aspectos utilizados pela defesa para desqualificá-la, a resposta dada foi “Meu gênero ou idade não devem ser parâmetros utilizados para medir minha competência”. Em outro momento, quando foi realizada uma acareação entre a jovem de 28 anos e o experiente Genival Veloso, autor do livro de Medicina Legal mais utilizado no país, novamente a jovem legista surpreendeu com argumentos fortes e seguros, que fizeram o consagrado Genival gaguejar e admitir que poderia estar enganado em seu parecer baseado apenas fotos da perícia, no qual ele defendia a tese de suicídio. Uma situação como essa renova nossas esperanças. Pois, nem com uma das bancas de advogados mais caras, nem com o autor do livro de Medicina Legal mais utilizado, nem com todo o dinheiro gasto, foi possível impedir que a justiça fosse feita. À família de Gabryelle Alves, fica a renovação de nosso compromisso em acompanhar o caso.

Há braços

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sujeito a aprovação.

Outros destaques

Layout por Ronnie Oliveira, com tecnologia do Blogger.